sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mais uma carta de amor ridícula

Ela sentou-se com seu caderno preferido. Não sabia como começar, muito menos, como terminar a carta que, há muito tempo, decidiu que precisava escrever. Mas agregando valor ao poema de Fernando Pessoa e Álvaro de Campos, "Todas as Cartas de Amor são Ridículas...", e também acreditando naquilo e naquele sentimento que sempre defendeu, resolveu que seria assim: 


Brasil, 28 de dezembro de 2013.

Querido Amor:

Soube que você não acredita mais em sonhos. Que o brilho de Natal já não mais te cativa. Que hoje em dia, a contradição  permeia teus pensamentos e que, provavelmente, tuas vibrações para o próximo ano não são utópicas, como devem ser. O teu sorriso já não ilumina o horizonte. O teu olhar já não guia, assim como, tua risada, não possui mais as notas naturais de uma bela canção. Então, humildemente, eu decidi escrever essa carta para você. Primeiro, você sabe, eu sempre me expressei melhor escrevendo, não há jeito. Talvez, não seja a melhor ideia. Você pode nem mesmo abrir essa carta. Mas se você chegou até esta linha, continue até o fim. Quando o sino tocar à meia-noite, no dia 31, feche seus olhos, e pense em tudo de bom que já te aconteceu. Quando iniciar o novo ano, aposte em tudo que possa te trazer sorte. Pule as sete ondas. Coma sete uvas. Vista-se de branco. Mas, POR FAVOR, não desacredite na vida. Reorganize suas lembranças, abra um espaço para as novas que virão. Mesmo que fazendo isso, você esqueça de mim, de nós, e dessas palavras, mas não desista. Eu não sei como terminar essa carta, então  fico por aqui, ridiculamente, com tanto para dizer, mas com pouco jeito para falar.


Adeus,

com carinho, 

Seu velho amor."





Lizandra Vilela Star

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domingo, 22 de dezembro de 2013

O Silêncio e suas respostas

Adoro pessoas silenciosas.
O silêncio que explica  o barulho.
O silêncio que desperta a verdade
O olhar sincero, o sorriso disperso e involuntário.
Ser silencioso, é como conseguir voar pelo céus, bem lá no alto
Onde ninguém conseguirá te ver, mas mesmo assim, você irá agir de boa fé.
Estar em silêncio é descobrir a todo momento o que te faz sorrir, 
Aquilo que te faz sonhar.
Estar em silêncio, é se conhecer.
Ficar em silêncio, é para poucos.

Lizandra Vilela Star

sábado, 30 de novembro de 2013

Vinte Poucos Anos....

Falar de si mesmo, normalmente, é considerado algo arbitrário.
Mas não para mim.
Falar de si mesmo, é mostrar a sensibilidade de ser quem é,
com seus erros e acertos, virtudes e defeitos.
Hoje, tendo completado 21 anos, sinto um sentimento lindo de dever cumprido.
Não que a partir de agora eu não tenha mais metas para seguir.
Pelo contrário, tenho várias!!
Mas sinto que, desde então, estou preparada para conquistar aquilo que desejo e acredito.
Como se, até aqui, tudo fosse novidade, porém agora, será aperfeiçoamento.
Aperfeiçoamento de tudo que até agora eu descobri.
É engraçado, é como se esse ano que passou, minha vida fosse constituída por estações.
E eu tivesse, o tempo inteiro, sintonizando em frequências.
E hoje, talvez eu continue buscando a " frequência perfeita.".
Mas já conheço aquelas que me representam.
É, parece algo doido, mas é assim mesmo.
Mas então, já que encontrei minhas estações, acredito que serão tempos de
novos sonhos.
Sorrisos.
Amores.
De muito jornalismo, assessoria, comunicação, estrelas, música, livros, viagens e tudo mais!

PS: Essa música está na minha cabeça desde que eu fiz aniversário, rsrs.

"Nem por você
Nem por ninguém
Eu me desfaço
Dos meus planos
Quero saber bem mais
Que os meus 20 e poucos anos"







beijos e volte sempre,
  Lizandra Vilela Star

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sabotando Minha Alegria

Sabotar a alegria não é fácil.
A alegria é como se fosse uma criança levada, que a todo tempo está pulando a sua volta.
Numa dessas, ela esbarra em algo e quebra.
Você fica bravo, diz que a colocará de castigo, que ela ficará sem seu sorriso.
Mas é só ela levantar seus olhos e te mostrar os horizontes, que volta te revisitar, te fazendo acreditar nela novamente.
Minha alegria sabotada durou 3 anos.
E escrever isto no passado, é um alivio!
Por 3 anos, eu a coloquei de castigo, com alguns momentos de revisitação, mas sempre de castigo.
Mas o que era mais interessante, e percebo isso agora, eram esses momentos de reencontro.
Quando em uma mesma estrada, nos encontrávamos em busca de um só objetivo, sorrir.
Quando meu coração super limitado pelo medo, encontrava o olhar puro daquele sentimento que é lindo, apesar de sagaz e por vezes traiçoeiro.
Porque ele já havia feito eu me descuidar por muitas vezes.
Pensar que determinada alegria era pra mim, mas não era.
Desobedecia os limites postos pelo meu coração, ultrapassando meus chamados.
Porém, das vezes que eu estava de bem com essa alegria, meu Deus, nossos olhares se tornavam um só.
Preenchendo um vazio que tanto existiu e hoje, não mais.

3 dias para completar 21 anos. Até lá, terá uma postagem por dia, ou mais.

PS: Essa foto eu tirei do ônibus, em algum lugar entre Erechim e Chapecó. Linda paisagem, não? Tem como ficar triste? Nãooooo!!


Lizandra Vilela Star*

sábado, 9 de novembro de 2013

Minha "Arte" de Não Importar.

Eu não me importei de você não lembrar a data de meu aniversário.
Nem de hesitar ao responder minha idade.
Não me importei com o fato de você não ter insistido com minhas negações ou, de você ter esquecido daquele momento que sim, eu te contei, mas você esqueceu.
Não me importei de repetir os mesmos fatos mais de uma vez, ouvindo que aquilo era novidade pra você, quando apenas não havias prestado atenção em outro momento.
Mas há uma coisa que me importei, e ainda me importo.
Quando você esqueceu, e me propôs, agir de forma diferente.
Por não mais lembrar de todo o resto.
Quando quase me fez duvidar de quem realmente eu desejo ser e sou.

Lizandra Vilela Star*

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Despedida.

Não havia outro jeito, era para ser assim.
Eles se conheceriam e logo encontrariam afinidades.
Conversariam por horas, trocariam palavras de carinho, compartilhariam sonhos futuros.
Como quem toma para si algo de alguém, ambos reservariam ao outro um lugar especial em seus corações.
Por vezes, a distância seria presente, e o tempo modificaria as coisas.
Porém, sempre saberiam, o outro existia e estaria ali para ajudar.
Então o  tempo, senhor de tudo, foi passando, e  as coisas mudando.
Parecia que as palavras já não faziam mais sentido, e os sorrisos não mais eram frequentes.
Se os sonhos de ambos antes andavam do mesmo lado da Avenida, hoje pareciam que disputavam e duelavam este espaço.
E o lugarzinho, aquele do coração, estava cada vez menos habitado...
Então em um dia, num acordo que só os anjos poderiam explicar, eles se afastaram.
Seus olhares não mais se cruzaram, não compartilharam sorrisos e sons.
Suas mãos, ao se tocarem, não provocavam a segurança de antes.
E assim, se distanciaram.
Como quem mora no interior e decide morar na cidade, ambos arrumaram o lugarzinho que tinham dado um ao outro.
Apagaram as luzes com um último olhar, fecharam a porta e guardaram a chave no bolso.
Sabiam que quando necessário, ele estaria lá para abrigá-los.
Porém, não mais como moradia.
Porque esse espaço passou a ser um não lugar.
Onde as lembranças, por vezes, seriam iluminadas pelo reflexo do sol entre as janelas.
Mas não mais seria o lugar onde o sentimento encontraria seu equilíbrio.
Onde a história encontraria seu sentido
e ambos teriam como certeza o sentimento que sempre lhes uniu.
Assim, a despedida se fez.


Lizandra Vilela Star*

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Algum dia Inspirador de Maio de 2013...

Desde que você voltou, meus fins de semana nunca mais foram os mesmos.
Não desgrudo mais do celular.
Não assisto mais televisão.
Desde que você voltou, meus pensamentos não parecem tão meus.
Os sonhos se tornaram singulares de um jeito que eu não sei conter.
Mas desde que você voltou,
Eu passei a sonhar novamente,
A querer viver mais novamente e, 
a sorrir mais verdadeiramente.
Desde que você voltou, parece que eu me reencontrei.

PS: Encontrei estas linhas escritas em meu caderno de anotações. São de maio
desse ano e, no momento não postei aqui no blog. Mas relendo, pensei ser um desperdício,
humildade de minha parte, (risos) e resolvi compartilhar com vocês.

Lizandra Vilela Star*

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Laços Eternos

Como um ciclo que se fecha, esse foi nosso encontro.
Aparamos arestas, cuidadosamente fechamos portas e janelas.
Juntos, dobramos o tapete da entrada e o guardamos com  nossas lembranças.
Mas, como já era de se esperar, não conseguimos pôr a chave fora.
Por isso, de vez em quando, revisitamos nossas lembranças.
Quando sozinhos, sonhamos acordados.
Quando juntos, inventamos papos vazios, apenas pelo simples desejo de revisitar.
Porque, penso que é meio assim,
Quando o sentimento é verdadeiro,
As palavras são sinceras,
E os abraços eternos,
É difícil, diria impossível, esquecer.

PS: Novos ventos estão por vir. Tenho certeza disso!

Lizandra Vilela Star.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O tempo e Suas Chances

Sempre ouvimos dizer que na vida, a hora é agora.
Que nunca se deve perder oportunidades porque não haverá outra chance igual.
Mas, pensando bem, como assim não há segunda chance?
Todos os dias quando acordamos, acredito que seja uma nova chance.
E nelas residem novas oportunidades.
Não creio ainda que o Universo, Deus, o destino, seja lá no que você acredita, seja capaz de tamanha maldade, ser tão determinista e nos fazer decidir uma vida em apenas um ato, uma escolha.
Porém, acredito sim que há uma hora na vida de todos nós que faremos A ESCOLHA. E esta será importante não por ser única, mas sim, por representar um caminho para os nossos sonhos. Há um momento que escolhemos se o caminho para chegarmos e conquistá-los será complicado ou difícil (sim há diferença), só isso.

Assim sendo, só peço, todos os dias, que eu saiba escolher bem minhas direções.

Lizandra Vilela Star

Nosso Passado Nos Condena

Amarras que paralisam,
Nosso passado nos condena.
Nos aprisiona, nos faz vacilar.
Se houvesse seguido diferente caminho, talvez fosse melhor.
Não teríamos com quem comparar sentimentos.
Os momentos seriam "nossos", e não "meus"...
Porém, (talvez) a consciência disto  não haveria e eu me pergunto agora, com tudo isso, o que fazer?
Como lidar com aquilo que tão estrategicamente o tempo nos preparou?

Lizandra Vilela Star

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Um impasse chamado nós

Há momentos como esse em que eu percebo que os anos passaram. 
Não conseguimos agir mais tão livremente como antes. 
E, penso que até percebemos isso, porém, somos tolos, deixamos passar. 
Seja um encontro desmarcado, uma pergunta não respondida, uma atenção não dada. 
Com olhos esperançosos vivemos tentando desconstruir essas barreiras, mas elas continuam ali. 
E quando percebemos dói, dá saudade, sei lá. 
Mas então, o que fazer? 
Confesso-te que eu não sei. 
Só tenho uma certeza,  temos que resolver.

Lizandra Vilela Star*

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sandices??

Ela sabia, não era como a maioria das pessoas. Mas esse pensamento, ao contrário do que se pode pensar, não vinha carregado da prepotência aparente. Ela simplesmente, em algum momento da vida, resolveu lidar com esse mistério chamado vida a de forma diferente.

Amava as palavras, mas tinha consciência dos sentidos vazios que lhes eram atribuídos. Por isso, possuía cuidado ao usá-las. Quando alguém dizia coisas do tipo, “quem sente falta te procura”, “quem te ama espera por você” ou, “que todos eram falsos/que todos eram bons”, lia sempre isto com cautela. Ela  aprendeu a não generalizar as coisas. Gostava de ser tratada como alguém especial, pelo simples fato de existir, como normalmente tratava o próximo.  Mas havia um porém, ela nunca cobrava atenção. Acreditava que a liberdade é o bem mais precioso que há, por isso, trata o querer do próximo com o mesmo respeito que trata o seu. Pedir atenção, ela  acreditava, era o mesmo que decidir pelo outro aquilo que ele deve pensar, como ele deve agir, e isso era errado.

Mas hoje, quando se deparou com situações tão legais em sua vida, ela quis, talvez por um momento, ser igual a todo mundo. Desejou ser invasiva e avisá-lo de suas conquistas, assim como quem diz ao mundo as alegrias pelas quais tem passado, dia após dia. Desejou, por um momento, conseguir usar sua liberdade, sem pensar se estava invadindo a dele, e lhe dizer o quanto fazia falta, o quanto seu sorriso ainda fazia parte de seu dia. Desejou, sem pensar em como lidar com tudo isso depois, fazer tudo diferente, de forma que a felicidade plena um dia viesse lhe visitar. Imaginou diálogos, imaginou abraços, simplesmente imaginou.

Sensação estranha essa de passar por algo muito legal e pensar, vou avisar alguém, mas lembrar que não pode.
Não pode porque aquela pessoa já não é mais tua.
Não pode porque os caminhos de vocês estão desencontrados.
Porque esse simples ato, parecerá mais uma sandice do que uma agradável e descontraída conversa.

PS: Férias da faculdade!! Passada em tudo! Que seja um ótimo mês (:


Lizandra Vilela Star*

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Agradecimentos

Obrigada a você que me faz sorrir todos os dias. Obrigada por você que me fez chorar.
Obrigada por você que já me deu um abraço, tentando me acalmar. Obrigada por você que já me fez precisar de um abraço para não chorar.
Obrigada por você que me faz seguir em frente. Obrigada a você que insiste em querer me deixar para trás.
Obrigada por você que me faz querer cantar. Obrigada por você que me faz calar.
Obrigada por aqueles que ainda insistem em me entender. Obrigada àqueles que desistiram de tentar.
Obrigada por você me entender apenas no olhar. Obrigada por você que decide acreditar apenas naquilo que eu digo.
Obrigada a você que aceitou meu gesto de carinho, por mais simples e discreto que fosse. Obrigada por você querer sempre mais do que eu estou pronta a fazer.
Obrigada a você que me faz ter lindos pensamentos ao acordar. Obrigada por você que me faz perder o sono.
Obrigada a você que me trata como única. Obrigada a você que parece achar que sou apenas uma ponte.
Obrigada por você me lembrar todos os dias quem eu sou. Obrigada a você que me faz esquecer.
Obrigada a você, que sempre me faz escrever. 
Obrigada por você que me faz ser quem eu sou.


Lizandra Vilela Star*

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Coisas do Amor

Ela sempre se questionou sobre o sentimento que tinha por ele.
Esse sentimento que a fazia sempre querer ele bem, por mais que tenha feito algo que não entendesse.
Esse sentimento que a fazia pedir, com todas as forças, que ele fosse feliz. 
Perto ou longe, apenas feliz.
Que a fazia, volta e meia, procurar saber como estava, o que pensava, se estava se cuidando como tantas vezes lhe pediu.
E hoje, olhando para aqueles que ali estavam para comemorar com ela suas  vitórias, tentou esboçar o sorriso mais lindo que podia, mas não conseguiu.
Não conseguiu porque ele não estava ali.
Ele que muitas vezes havia sido o motivo de seu sorriso  ao acordar, sua dose de autoestima em um dia fatídico, seu porto seguro em uma noite insone, mesmo que em sonhos...
Aquele que ainda ocupava um lugar em seus sonhos porém, não mais em sua vida.
Aquele que ainda hoje, se decidisse voltar, teria o seu lugar do jeito que deixou quando se fora.
Aquele por quem seu coração ainda sentia saudade, que seus olhos ainda procuravam, que se preocupava tanto quanto sua própria vida.
Aquele que a ausência, quando mais precisou, foi tão doída porém, não relevante para que o esquecesse. A alegria de lembrá-lo sempre foi maior que tudo isso.
Maior que a dor.
Que a (talvez) decepção.
Que o medo.
Porém, ela sabe que ele não voltará. Sempre soube, ou acreditou,  não ser o melhor para ele. Mas mesmo assim, olha para as estrelas e, no mais profundo de seu ser, pede que toda alegria possível seja dele. Que ele esteja sorrindo, esteja sonhando, esteja vivendo.
E que saiba, sempre poderá voltar.



Lizandra Oliveira Vilela*

sábado, 20 de julho de 2013

Como se Fosse um Quebra-Cabeça

Houve uma vez em sua vida que ela gostaria de ter o poder de exigir sua presença.
Uma única vez em que ela realmente desejou que, como em um passe de mágica, ele se materializasse em sua frente e lhe dissesse  que tudo ficaria bem. 
Uma única vez em que ela desejou receber uma carta, sim amava cartas como nada na vida, onde em palavras clichês ele lhe daria a força para continuar em frente, para acreditar no amanhã, para se sentir a pessoa mais segura do mundo.
Porque ele tinha esse dom, sempre conseguira lhe arrancar os mais belos sorrisos.
Mas, infelizmente, isso nunca aconteceu...
E, passado algum tempo depois disso, ela tenta mas não consegue esquecer. 
Não que tenha restado alguma mágoa, a ele só conseguia ter sentimentos bons.
Não é também que espere algum pedido de desculpa, isso seria um despropósito.
Ela apenas aprendeu muito, de forma que, até mesmo sua falta lhe deu ótimas lições.
Lições essas que reorganizaram todas as peças de sua existência, como se fossem as de um quebra-cabeça.
Automaticamente algumas peças foram se encaixando, tomando seus lugares, de forma que está difícil querer mudar isso tudo novamente.
Talvez aceitá-lo de volta seria ter que conviver com a dúvida de como organizar tudo isso de novo.
Com a dolorosa incerteza que é o de não saber o lugar de alguém em sua vida.
Pois, mesmo sabendo que sua presença  é a única  peça que falta encontrar seu caminho. E que tivesse quase certeza que tudo ficaria mais bonito, mais alegre, mais colorido, simplesmente ela não consegue destiná-la.
Porque ele passou a ser isso, uma peça que por algum motivo não conseguiu ainda encontrar seu lugar nesse seu brinquedo chamado vida.

Lizandra Vilela Star*


quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Arte de sentir Saudade

Saudade é um sentimento irônico. Ao mesmo tempo que incomoda, só nos mostra que tivemos momentos felizes, que algo de bom existiu e, queremos de volta. Mas mesmo assim, é muito mais que isso, algo que infelizmente eu não vejo nem percebo nas pessoas que dizem sentir saudade de algo ou alguém. Há quem associe a saudade com a falta. Mas isso é um grande equivoco. Saudade é muito mais o sentir, aquilo que escapa do parâmetro físico. Muito mais que  viver o mesmo momento, receber o mesmo sorriso. Saudade é desejar ouvir novamente o som da voz que faz você sorrir. É  muito mais que sonhar com  o mesmo abraço, é desejar sentir a mesma segurança que sentiu quando foi abraçada. Saudade é querer compartilhar o silêncio e, mesmo assim, entender tudo. É o acaso, o inesperado, o incomum. 
Saudade não passa em um momento. Precisa ser vivida.
Saudade independe da distância.
Saudade independe do querer.
Saudade, é para quem sente.
Saudade, é para quem ama.


Lizandra Vilela Star*

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Jeito de Levar a Vida...

“Se as páginas da vida fossem tão fáceis de virar quanto as páginas de um livro, talvez nos atentássemos mais especialmente a certas páginas... ”

E foi justamente depois de ter pensado sobre isso nessa madrugada que passou, que eu acordei essa semana pensando em fazer tudo diferente.
Não sabia, e ainda não sei, se para o “bem” ou para o “mal”, mas diferente.
Já que era segunda-feira, iniciava-se um novo mês, sempre é um bom dia para começar novas coisas, não?
E foi assim que eu me dirigi à primeira tarefa do dia, carregar meu vale estudante.
Para começar não é algo que me agrada em plena manhã, por causa de problemas técnicos, que não quero detalhar aqui, mas enfim. Chegando lá, para quem é de Pelotas, sabe que há novas carteirinhas a venda, de várias cores, para que tu possas guardar teu cartão. E depois de meses resistindo, decidi comprar uma. E aí que começou o primeiro dilema, que cor escolher? Automaticamente pensei em rosa, claro. Sempre uso essa cor, sempre escolho essa cor. Mas lembram né, eu estava tentando fazer diferente, então optei por uma cor que nossa, nunca uso. VERDE. FLORESCENTE!! Pois é, pensei ser um novo começo... E desde então, o dia culminou em várias coisas que, se eu for pensar, me fizeram refletir sobre tudo, a começar pela música que embalou meu dia inteiro! Parece que foi escrita pra mim, sem mentira nenhuma. E ao sair pra aula mais tarde, eu olho para o céu e lá estão elas, a me iluminar. Se eu escolhesse um elemento do Universo inteiro que me representa são as estrelas. Com elas eu me sinto tão melhor, penso por vezes até ser quase que coisa de outra vida (doidices de Liza Star). Mas então, até mesmo no brilho que elas me presentearam  imaginei toda uma filosofia que, se não serviu para nada, pelo menos no momento me fez sorrir, o que é sempre algo bom...
Mas resumindo, sei bem o que me aconteceu. Faz um tempo já que venho pensando em quanto é difícil sentir-se condicionada alguma coisa, sabe? E por vezes, eu me sinto (infelizmente) assim. Eu sei que preciso a todo momento me lembrar daquilo que me faz ser quem eu sou pois, quando eu esqueço, acabo fazendo burradas. Só espero que essa minha onda de tentar ser melhor faça valer a pena, e eu consiga chegar na sexta-feira com o sentimento de dever cumprido. Afinal, como diz o poeta, “Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida...”.

Que essa semana seja doce!

Lizandra Vilela Star*

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pensamentos de uma Madrugada Insone

Já passava das 05h da manhã e ela ainda não havia conseguido dormir. Tudo que conseguia fazer era lembrar que ele havia voltado. Depois de tanto tempo, de tanta saudade, de um quase falso esquecimento, ele havia voltado. E com ele voltaram também todas as lembranças, as palavras, as canções, as juras de amor não ditas, os passeios frustrados, as respostas não dadas. “E agora?” ela se perguntava virando de um lado pro outro como se fosse um desenho animado para ver se espantava esses pensamentos. Mas ao mesmo tempo se perguntava, ”eram mesmo ruins?”, que confusão!! Ela não queria sofrer de novo, não queria voltar a sair do chão. Estava indo tudo tão aparentemente bem, tão equilibrado, por que ele havia voltado logo agora? E com esse pensamento ela dorme e acorda duas horas depois. Quando decide dormir novamente escuta o celular tocar, havia recebido um torpedo. E ao olhar de quem se tratava, em seu rosto surge um sorriso que até a própria Mona Lisa invejaria. Lindo e sincero, como há muito tempo não era, mais especificamente, desde que ele se fora. Sim, aquele seria um longo dia...


Lizandra Vilela, Star.

sábado, 1 de junho de 2013

#Lembrete

Não é tão difícil assim.
E por um momento você se encontra lamentando algo que é triste, mas é permanente.
Você vai chorar, vai perder o sono, não conseguirá nem mesmo tomar sua adorável xícara de café de todos os dias. E não vai adiantar.
O que precisas perceber é que, tudo continua  acontecendo em tua volta. E algumas delas, diga-se de passagem, maravilhosas !
O pôr do sol continua lindo, as folhas caindo lindamente no outono e as flores florescendo na primavera.
Ainda há sorrisos, ainda há a música, ainda é possível ser feliz.
Talvez não como você planejou aos 15 anos.
Talvez, não como você sonhou sexta-feira passada.
Mas ainda é possível ser feliz.
Basta se permitir.
Basta querer compreender.
Basta lutar.
Basta deixar acontecer.

Afinal, o tempo não para...

Lizandra Vilela Star*

terça-feira, 16 de abril de 2013

Apenas Algo Piegas 2


Ontem eu só queria o teu abraço.
Mesmo que durasse 5 minutos ou a eternidade, eu queria o teu abraço.
Mesmo que “zilhões” de pensamentos povoassem minha cabeça
Que eu mal conseguisse lidar com todos eles
E que isso me assustasse, eu que queria o teu abraço.
Ali seria meu porto seguro.
Ali eu sonharia como nunca.
Sentiria-me feliz como nunca.
Ontem sim, eu só queria o teu abraço.

Liza Vilela Star

quinta-feira, 7 de março de 2013

Apenas Algo Piegas

Poderia ter sido diferente?
Em um meio de conversa, lá depois de muitos papos clichês, encontraríamos semelhanças entre nossas ideias.
Iríamos passear debaixo do sol e dar risada das improváveis ações a nossa volta.
Eu iria abdicar de minhas manias e passaríamos a noite em claro conversando.
Daríamos risadas de coisas totalmente sem graça porque, o verdadeiro sentido de tudo seria nós dois.
Talvez tudo se tornasse mais fácil.
Não haveria a distância.
Não haveria a provável despedida.
Sim, poderia ter sido diferente. Mas não foi...

Liza Vilela Star*