Ela sempre se questionou sobre o sentimento que tinha por ele.
Esse sentimento que a fazia sempre querer ele bem, por mais que tenha feito algo que não entendesse.
Esse sentimento que a fazia pedir, com todas as forças, que ele fosse feliz.
Perto ou longe, apenas feliz.
Que a fazia, volta e meia, procurar saber como estava, o que pensava, se estava se cuidando como tantas vezes lhe pediu.
E hoje, olhando para aqueles que ali estavam para comemorar
com ela suas vitórias, tentou esboçar o sorriso mais lindo que podia, mas
não conseguiu.
Não conseguiu porque ele não estava ali.
Ele que muitas vezes havia sido o motivo de seu sorriso ao acordar, sua dose de
autoestima em um dia fatídico, seu porto seguro em uma noite insone, mesmo que em sonhos...
Aquele que ainda ocupava um lugar em seus sonhos porém, não
mais em sua vida.
Aquele que ainda hoje, se decidisse voltar, teria o seu
lugar do jeito que deixou quando se fora.
Aquele por quem seu coração ainda sentia saudade, que seus
olhos ainda procuravam, que se preocupava tanto quanto sua própria vida.
Aquele que a ausência, quando mais precisou, foi tão doída porém, não relevante para que o esquecesse. A alegria de lembrá-lo sempre foi maior que tudo isso.
Maior que a dor.
Que a (talvez) decepção.
Que o medo.
Porém, ela sabe que ele não voltará. Sempre soube, ou acreditou, não
ser o melhor para ele. Mas mesmo assim, olha para as estrelas e, no mais profundo de seu ser,
pede que toda alegria possível seja dele. Que ele esteja sorrindo, esteja sonhando, esteja vivendo.
E que saiba, sempre poderá voltar.
Lizandra Oliveira Vilela*
Nenhum comentário:
Postar um comentário