quarta-feira, 29 de julho de 2015

Carta para a Amizade

Eu poderia pular um precipício (de paraquedas) 
- Sabes que já seria um sacrifício -
E andar do Oiapoque ao Chuí.
Eu poderia atravessar um oceano a nado
Ficar 20 min. dentro de um ônibus (no inverno) com as janelas fechadas. (que tormento)
Eu poderia ser normal e espirrar sem proteger o rosto 
E parar de usar álcool nas mãos e no celular umas três vezes ao dia (nojinho).
Poderia tomar leite (milagre)
E assistir um filme de terror.
Eu poderia viajar durante 3h sem ouvir uma música. Ou ler. Ou escrever algo em um de meus inseparáveis cadernos de anotações.
Falando em meus cadernos, posso passar 6 meses sem comprar algum.
E poderia também sempre andar com a mesma caneta, diferente de atualmente, que há uma em cada lugar para quando eu precisar.
E não ler fanfics durante 5 dias.
E tomar apenas uma xícara de café por semana
Evitar torradas
E abdicar da janta.
Mas o que não consigo, é ficar longe de você.
Que tanto já me fez sorrir.
Que é parte importante de meu conhecimento
Que tanto já me fez ser quem eu sou.
Quero voltar a sonhar nossos sonhos
(os adequando a essa nova realidade).
Quero nossos risos soltos.
Nossa troca de olhares cúmplices.
E nossas conversas mais sem noção deste mundo.

Quero nosso nós de volta.

Liza Vilela

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pensamento de um dia cinzento em Satolep

Teu sorriso de quem sabe o que deseja.
E tua capacidade de compreender a todos.
Teu olhar confiante, tuas expressões que tendem para o lado esquerdo sempre.
Teu inexistente medo de demonstrar surpresa, admiração, fanatismo.
Tudo isto coberto por uma busca de aprender com tudo e todos.
Quando vi, já estava inspirada.
Bebendo de sua fonte de saberes.
Que me fez reconhecer em mim o que eu procurei nestes últimos anos.
Que me fez saber quem em sou. E me posicionar.
Por tudo isto, em meu infinito você já está.
Que as palavras nunca te falte.
Nem mesmo os sorrisos que tendem para a esquerda.
Que continues, através do olhar, conseguindo fazer com que
mais pessoas se reconheçam.
E que te reconheçam também.
Sem ar de despedida, digo um até logo.

Lizandra Vilela