É como se eu tivesse internamente uma caixa onde guardei até então todos os momentos.
Durante 21 anos foi assim. Até agora.
Ando sentindo a necessidade de catalogar, numerar, agrupar ou seja lá quais as possíveis maneiras de diferenciar coisas que existem.
É como se hoje eu não conseguisse mais apenas guardá-las.
Elas já atuam também como algo a ser obrigatoriamente consultado.
Não consigo ir adiante se não me revisitar diariamente.
Sabe aquela frase clássica, "Entre, mas não repare a bagunça"?
Me falo todos os dias. Assim como protelo a arrumação de meu quarto, adio isto também.
Talvez eu tenha que virar a dona do jogo e da banca e ser minha própria diarista.
Lizandra Vilela