sábado, 20 de julho de 2013

Como se Fosse um Quebra-Cabeça

Houve uma vez em sua vida que ela gostaria de ter o poder de exigir sua presença.
Uma única vez em que ela realmente desejou que, como em um passe de mágica, ele se materializasse em sua frente e lhe dissesse  que tudo ficaria bem. 
Uma única vez em que ela desejou receber uma carta, sim amava cartas como nada na vida, onde em palavras clichês ele lhe daria a força para continuar em frente, para acreditar no amanhã, para se sentir a pessoa mais segura do mundo.
Porque ele tinha esse dom, sempre conseguira lhe arrancar os mais belos sorrisos.
Mas, infelizmente, isso nunca aconteceu...
E, passado algum tempo depois disso, ela tenta mas não consegue esquecer. 
Não que tenha restado alguma mágoa, a ele só conseguia ter sentimentos bons.
Não é também que espere algum pedido de desculpa, isso seria um despropósito.
Ela apenas aprendeu muito, de forma que, até mesmo sua falta lhe deu ótimas lições.
Lições essas que reorganizaram todas as peças de sua existência, como se fossem as de um quebra-cabeça.
Automaticamente algumas peças foram se encaixando, tomando seus lugares, de forma que está difícil querer mudar isso tudo novamente.
Talvez aceitá-lo de volta seria ter que conviver com a dúvida de como organizar tudo isso de novo.
Com a dolorosa incerteza que é o de não saber o lugar de alguém em sua vida.
Pois, mesmo sabendo que sua presença  é a única  peça que falta encontrar seu caminho. E que tivesse quase certeza que tudo ficaria mais bonito, mais alegre, mais colorido, simplesmente ela não consegue destiná-la.
Porque ele passou a ser isso, uma peça que por algum motivo não conseguiu ainda encontrar seu lugar nesse seu brinquedo chamado vida.

Lizandra Vilela Star*


quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Arte de sentir Saudade

Saudade é um sentimento irônico. Ao mesmo tempo que incomoda, só nos mostra que tivemos momentos felizes, que algo de bom existiu e, queremos de volta. Mas mesmo assim, é muito mais que isso, algo que infelizmente eu não vejo nem percebo nas pessoas que dizem sentir saudade de algo ou alguém. Há quem associe a saudade com a falta. Mas isso é um grande equivoco. Saudade é muito mais o sentir, aquilo que escapa do parâmetro físico. Muito mais que  viver o mesmo momento, receber o mesmo sorriso. Saudade é desejar ouvir novamente o som da voz que faz você sorrir. É  muito mais que sonhar com  o mesmo abraço, é desejar sentir a mesma segurança que sentiu quando foi abraçada. Saudade é querer compartilhar o silêncio e, mesmo assim, entender tudo. É o acaso, o inesperado, o incomum. 
Saudade não passa em um momento. Precisa ser vivida.
Saudade independe da distância.
Saudade independe do querer.
Saudade, é para quem sente.
Saudade, é para quem ama.


Lizandra Vilela Star*

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Jeito de Levar a Vida...

“Se as páginas da vida fossem tão fáceis de virar quanto as páginas de um livro, talvez nos atentássemos mais especialmente a certas páginas... ”

E foi justamente depois de ter pensado sobre isso nessa madrugada que passou, que eu acordei essa semana pensando em fazer tudo diferente.
Não sabia, e ainda não sei, se para o “bem” ou para o “mal”, mas diferente.
Já que era segunda-feira, iniciava-se um novo mês, sempre é um bom dia para começar novas coisas, não?
E foi assim que eu me dirigi à primeira tarefa do dia, carregar meu vale estudante.
Para começar não é algo que me agrada em plena manhã, por causa de problemas técnicos, que não quero detalhar aqui, mas enfim. Chegando lá, para quem é de Pelotas, sabe que há novas carteirinhas a venda, de várias cores, para que tu possas guardar teu cartão. E depois de meses resistindo, decidi comprar uma. E aí que começou o primeiro dilema, que cor escolher? Automaticamente pensei em rosa, claro. Sempre uso essa cor, sempre escolho essa cor. Mas lembram né, eu estava tentando fazer diferente, então optei por uma cor que nossa, nunca uso. VERDE. FLORESCENTE!! Pois é, pensei ser um novo começo... E desde então, o dia culminou em várias coisas que, se eu for pensar, me fizeram refletir sobre tudo, a começar pela música que embalou meu dia inteiro! Parece que foi escrita pra mim, sem mentira nenhuma. E ao sair pra aula mais tarde, eu olho para o céu e lá estão elas, a me iluminar. Se eu escolhesse um elemento do Universo inteiro que me representa são as estrelas. Com elas eu me sinto tão melhor, penso por vezes até ser quase que coisa de outra vida (doidices de Liza Star). Mas então, até mesmo no brilho que elas me presentearam  imaginei toda uma filosofia que, se não serviu para nada, pelo menos no momento me fez sorrir, o que é sempre algo bom...
Mas resumindo, sei bem o que me aconteceu. Faz um tempo já que venho pensando em quanto é difícil sentir-se condicionada alguma coisa, sabe? E por vezes, eu me sinto (infelizmente) assim. Eu sei que preciso a todo momento me lembrar daquilo que me faz ser quem eu sou pois, quando eu esqueço, acabo fazendo burradas. Só espero que essa minha onda de tentar ser melhor faça valer a pena, e eu consiga chegar na sexta-feira com o sentimento de dever cumprido. Afinal, como diz o poeta, “Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida...”.

Que essa semana seja doce!

Lizandra Vilela Star*