Em alguns países há momentos de chuvas.
Nessas épocas, chove torrencialmente, às vezes sem parar.
Por conta disso, as pessoas ficam abrigadas longos tempos. Dias e dias em que estas precisam de alguma forma se isolarem e viverem como a natureza assim o quer. E às vezes nem isso resolve.
Em nossas vidas, há épocas que podemos tratá-las como essas em que ocorrem na natureza. Épocas em que nós seríamos esses países em situações que nos deixam impotentes, em busca de um abrigo para quem sabe fugir daquilo que anda nos incomodando.
Às vezes eu me sinto assim. E penso estar nessa situação agora.
Por mais que o coração aperte, e que eu pense ser capaz de fazer algo, não depende de mim.
Porque o tempo passa.
E as coisas mudam, as pessoas mudam,
E, por mais irritante que isso me pareça, a vida é assim.
Infelizmente não se pode mudar.
O segredo? Esperar um novo nascer do sol para que, quem sabe, com ele venha novos sorrisos...
Novos olhares...
Novos saberes.
Porque o que falta é isso, pessoas terem a sabedoria e inteligência de olharem para o lado e enxergarem aquilo que poderiam e podem fazer.
Porque é isso que me irrita. Esse conformismo que há em minha volta.
Lizandra Vilela Star*
terça-feira, 3 de julho de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Lembranças
Eu tinha oito anos..
E ainda não sabia andar de bicicleta, acreditam?
Eu lembro que eu tentava, e tentava.. e isso desde meus seis anos...
Mas nada... tentei rodinhas, tentei o método aquele em que alguém segurava a bicicleta
e eu ia feliz da vida, pedalando, achando que estava fazendo grandes coisas...
Mas era só pensando mesmo, porque era só a pessoa largar que eu parava na hora!
E dos meus seis aos oito anos eu tentava e desistia, tentava e desistia.
Até que um dia, quando todos já duvidavam eu consegui.
Nossa, não imaginam a alegria dessa guria quando isso aconteceu!!
E hoje nostalgicamente, eu lembrei desse episódio...
Porque eu quis sentir esta mesma sensação de novo.
Eu queria andar de bicicleta até o sol se pôr.
Ou então, apenas para descontrair meu dia.
O fato é que me faz uma baita falta poder, ou melhor, não poder
fazer certas coisas que, aparentemente podem ser hiper banais.
Mas que para mim não são.
Não são mesmo...
Liza Vilela Star*
sábado, 25 de fevereiro de 2012
A arte de seguir em frente...
Era um dia normal, como todos os outros.
Pelo menos para a maioria das pessoas.
Lembro como se fosse hoje. Eu abri meus olhos e avistei
aquela clássica cena de cinema:
Uma sala branca. Pessoas sussurrando ao meu redor como se
minha audição estivesse "deturpada" quando, eu apenas estava sonolenta.
Algumas pessoas estavam a espera de noticias, querendo a confirmação
de algo que a principio não se podia dizer. Esperavam o tão esperado, “vai ficar
tudo bem...”
Lembro também que a primeira coisa que eu pensei foi nisso. Uma cena do filme Pearl Harbor que se passa no hospital, algo assim. Até hoje não sei o por quê lembrei desse filme em especial mas...
Até porque, o ambiente estava bem mais calmo que o filme.
Depois veio aquela pergunta: Onde estou?
E ao tentar me mexer percebi direitinho onde eu estava e o
que havia acontecido..
E esses foram os últimos pensamentos de uma vida que eu tive que deixei para trás.
De alguém que eu fui por muito tempo e agora não sou mais.
Alguém que inicialmente tentou invadir essa nova era mas que, infelizmente (?) não cabe mais nesse "novo mundo".
Porque as coisas não estão mais tão cor de rosa.
O futuro não parece assim tão promissor.
E aquela história de que vai ficar "Tudo bem.".. às vezes me soa apenas uma frase...
Porque na verdade, não existe isso.
Sempre terá algo que irá te deixar triste.
E aí que vem a melhor parte, porém a mais difícil..
Não importa o que aconteça, o que você pense, o que as pessoas digam.
Sempre se há de se seguir em frente.
Liza Vilela Star*
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Lembranças...
Eu me lembro
como se fosse hoje.
Eu era uma
menina de cinco anos e a coisa
que eu achava mais legal era ler.
Só que havia
um pequeno detalhe: Eu não sabia
ainda.
E eu corria
de pessoa em pessoa lá em casa pedindo encarecidamente que alguém lesse minha
história preferida mais uma vez.
Só que haviam situações em que todos
diziam não. Ou porque estavam ocupados ou já não aguentavam mais aquela
história.
E eu triste, me colocava a chorar, (coisa mais normal naquela época..)
E eu triste, me colocava a chorar, (coisa mais normal naquela época..)
E lembro que
eu pensava, “Quando eu aprender a ler, vou ler tuudo que eu quiser!!”
Dito e
feito. Que magia quando eu comecei a aprender as primeiras letrinhas..
Eu lia tudo
que via pela frente. Ônibus, placas, mas o que eu mais gostava eram os
livros. Desde sempre me encantaram!
E hoje mais crescidinha
eu olho para trás e me lembro disso com tanto carinho.
São lembranças
que me fazem ser quem eu sou.
Quem me
conhece sabe que eu não vivo sem ler alguma história, adoroo mesmo!!!
Me faz encarar a vida de outro jeito, esquecer dos problemas. Eu não troco uma boa leitura por nada..
Recomendo mesmo!
PS:Primeiro post de 2012. Que esse ano seja doce... POR FAVOR!!!!
Lizandra Vilela Star*
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